quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Escola de Caxias do Sul oferece aulas gratuitas de português para imigrantes

Oficina da Escola Adventista atende, principalmente, senegaleses e haitianos Hoje, cerca de 20 alunos participam das aulas gratuitas. Fabiano Rodrigues / Divulgação Ciro Fabres ciro.fabres@pioneiro.com.br Desde agosto, a comunidade da Escola Adventista está engajada em uma causa nobre: oferecer aulas de Português para imigrantes. A oficina iniciou com 34 estrangeiros, a maioria vinda do Senegal e Haiti. Hoje, são, em média, 20 alunos. A oficina é oferecida todos os sábados a partir das 15h30min. As aulas duram 90 minutos e são ministradas por duas professoras com formação em Letras: Nínive Magdiel Peter Bovo e Daiane Ávila da Silva. A oficina é gratuita e o material usado nas aulas é fornecido pela instituição. — Notamos a dificuldade de se comunicarem. Muitos falam francês e crioulo e esbarram em questões simples, como formar um currículo. Eles acabam perdendo vagas de trabalho por isso. O retorno deles é muito bom — afirma, o diretor da escola Jéferson Luiz dos Passos. Os interessados em participar das oficinas podem procurar a secretaria da Escola Adventista, na Rua Amazonas, número 1.000, bairro Jardim América. O telefone de lá é (54) 3228.2388. Como nem todos os imigrantes ainda têm acesso direto à informação, é importante que sejam avisados da existência desta oficina gratuita para aprender o português. Destaque Pioneiro Caxias do Sul

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

ONGs pelos direitos das mulheres querem maior orçamento para novo ministério

geledes.org.br Publicado há 2 dias - em 4 de outubro de 2015 » Atualizado às 9:34 Categoria » Questões de Gênero A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje (2) a criação do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos dentro da reforma administrativa feita pelo governo. Após a junção das secretarias de Direitos Humanos, de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e de Políticas para Mulheres em uma única pasta, os movimentos sociais que atuam em favor dos direitos humanos e igualdade racial e de gênero pedem um orçamento maior para a sustentação e implementação de políticas públicas. Por Andreia Verdélio, do EBC Segundo Jacira Melo, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, organização voltada à comunicação e direitos das mulheres, as três secretarias têm um orçamento de cerca de R$ 250 milhões. “Isso é muito pouco em um país constituído de 50% de mulheres e 52% de negros. Não podemos conviver com esse orçamento, o ajuste não pode ser somente corte”, disse. A coordenadora da ONG Crioula, Jurema Werneck, criticou a junção. “Isso demonstra que o governo federal ainda não entendeu seu dever de enfrentar as desigualdades e nem sabe como fazer. Juntar tudo pode não atender a nenhuma das perspectivas e desmantelar o que já estava sendo montado. Foi um erro, uma traição do pacto que eles fizeram com o campo democrático popular na construção de mecanismos capazes de reduzir desigualdades”, disse. A atual ministra da Seppir, Nilma Lino Gomes, ficará à frente da nova pasta. Para Jacira, do Instituto Patrícia Galvão, apesar de a junção não ser positiva, a escolha de uma mulher e uma mulher negra para o comando do ministério é simbólica e, politicamente, de grande importância. Manter os nomes das antigas secretarias no ministério também foi uma conquista para a diretora. “As políticas para as mulheres, para igualdade racial e para os direitos humanos não foram invenções de nenhum governo, são frutos de lutas históricas dos movimentos sociais brasileiros. Não poderíamos diluir como cidadania [nome cotado para o novo ministério], não poderíamos perder essa denominação histórica, que, a nosso ver, significa um alargamento da democracia”, disse Jacira. O ministério terá uma Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, comandada por Eleonora Menicucci; uma Secretaria Nacional de Igualdade Racial, dirigida por Ronaldo Barros; e uma Secretaria Nacional de Direitos Humanos, liderada por Rogério Sottili. Tags: Questões de Gênero